Concursados da PM criam petição para forçar o Governo do Maranhão a nomeá-los

Ao todo, 1800 concursados concluíram o curso de formação e esperam a efetivação no cargo.

Candidatos do último concurso da Polícia Militar no Maranhão lançaram uma petição pública na internet para pressionar o Governo Estadual a realizar a nomeação aos cargos. Até o final da manhã desta quinta (11), mais de três mil pessoas já tinham assinado.

São 1800 candidatos que realizaram o curso de formação de soldados e aguardam o chamado. Atualmente, uma parte do grupo permanece há 17 dias acampados em protesto próximo ao Palácio dos Leões, na Praça Pedro II, em São Luís.

Quem fez o concurso precisou se submeter a um curso de formação realizado em tempo integral. Muitos alegam que precisaram deixar o emprego para a dedicação exclusiva ao curso e até hoje não retornaram ao mercado de trabalho.

“Não tinha como eu trabalhar e fazer o curso ao mesmo tempo. Agora eu estou desempregado e a mercê do governo, que não dá nenhum aviso para a gente do que vai acontecer com a gente”, contou o soldado não-nomeado Eduardo Rios.

A iniciativa é do deputado Adriano Sarney (PV), que usou a tribuna da Assembleia Legislativa para falar sobre a petição. Ele diz que, no fim do ano passado, a casa aprovou orçamento para 2019, que previa recursos para a contratação de mais policiais.

“Essa petição é para apoiar esse 1800 homens e mulheres, soldados e também é para fortalecer ainda mais a segurança pública. É claro que o chamamento de dois mil policiais na força pública será muito importante, sabendo que existe um déficit muito grande de policiais, principalmente no interior do estado”

A base governista diz que é preciso ter cautela e alerta para o impacto financeiro para os cofres públicos.

“A saída é realmente haver um diálogo para que as pessoas entendam a dificuldade orçamentária que passa o Estado e aguardar realmente a retomada do crescimento econômico do Brasil como um todo para que a gente possa fazer novas contratações para melhorar o efetivo policial do Maranhão”, contou o deputado Dr. Yglesio (PDT).

Fonte: G1 Maranhão

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