Eleitores brasileiros que moram no exterior já começaram a votar.

Votação foi iniciada pelos eleitores que residem na Nova Zelândia. No exterior, brasileiros votam para eleger o novo presidente da República

Os eleitores brasileiros que residem no exterior já começaram a votar para escolher o novo presidente da República. Os eleitores brasileiros que moram na Nova Zelândia iniciaram a votação às 16h do horário de Brasília. A partir das 19h, começarão a votar os eleitores residentes na Austrália, seguidos pelos do Japão e da Coreia do Sul. Às 12h deste domingo (7), começarão a votar os últimos eleitores no exterior: os que moram em San Francisco e Los Angeles (EUA) e os residentes em Vancouver (Canadá).

De acordo com os dados do TSE, 500.727 eleitores brasileiros residentes no exterior estão aptos a votar em 171 localidades eleitorais de 99 países para eleger o presidente da República.

Estados Unidos, com 160.005 eleitores; Japão, com 60.708; seguido de Portugal, com 39.118, são os três países que detêm os maiores contingentes de eleitores brasileiros. Neste ano, serão utilizadas 744 urnas nas seções no exterior. Em 2014, o total de eleitores brasileiros fora do país chegou a 354.184.

Já entre as cidades estrangeiras, as norte-americanas Boston e Miami contam com os maiores números de eleitores brasileiros no exterior. Boston dispõe de 35.044 eleitores inscritos e Miami tem 34.356. Tóquio, a capital do Japão, é a terceira cidade com o maior número de eleitores brasileiros, com 26.092.

Faixa etária

A faixa etária com o maior volume de eleitores no exterior é a que reúne cidadãos entre 35 e 39 anos de idade. São 78.938 brasileiros, número que equivale a 15,76% do universo de eleitores que votam fora do país. Em seguida, estão os eleitores que se encontram na faixa etária de 40 a 44 anos, que reúne 71.798 pessoas, correspondentes a 14,34% do total.

Gênero e nome social

Segundo dados do Cadastro Eleitoral, a maioria do eleitorado brasileiro no exterior pertence ao gênero feminino, totalizando 292.531 eleitoras que representam 58,4% do total de cidadãos aptos a votar em outros países. O gênero masculino reúne 208.196 cidadãos, o que corresponde a 41,6% do eleitorado.

As Eleições 2018 serão as primeiras em que pessoas transexuais e travestis poderão optar por ter o nome social impresso no título de eleitor e no caderno de votação nas seções eleitorais. No exterior, apenas cinco pessoas solicitaram esse tipo de registro.

Como votar

O Código Eleitoral prevê, como condição para a criação de mesas de votação no exterior, o número mínimo de 30 eleitores aptos ao voto. As seções eleitorais funcionam preferencialmente nas sedes das embaixadas, em repartições consulares ou em locais em que existam serviços do governo brasileiro.

Para votar, basta que o eleitor apresente um documento brasileiro oficial com foto. Para conhecer o local de votação, consulte o portal do TSE, por meio da seção Serviços ao eleitor > Título de eleitor > Título e local de votação. A consulta pode ser feita pelo nome do eleitor (ou número do título eleitoral), data de nascimento e nome da mãe. Além da cidade e endereço de seu local de votação, lá aparecerá o número de seu título e de sua seção. Também é possível obter a versão digital do título de eleitor por meio do aplicativo e-Título, disponível para celulares e tablets nas lojas virtuais App Store e Google Play.

O primeiro e o segundo turnos de votação no exterior ocorrem nas mesmas datas da eleição no Brasil, das 8h às 17h, de acordo com o horário local.

Se não votar e nem justificar sua ausência, além das demais penalidades previstas para quem não vota no território nacional, o eleitor residente fora do país estará, ainda, sujeito à proibição de solicitar qualquer documento perante a repartição diplomática a que estiver subordinado, enquanto não justificar sua ausência à urna.

EM/RR

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