Maranhão tem 2ª maior taxa de morte em decorrência do parto no Brasil.

Hipertensão, diabetes e infecções estão entre as principais causas da mortalidade materna (Foto: Reprodução/TV Mirante)

Estado tem a segunda maior taxa do país com 122 mulheres para cada 100 mil nascimentos; dados foram divulgados pela Organização Mundia de Saúde (OMS).

Aumentou no estado do Maranhão o número de mulheres que morreram em decorrência do parto. O estado tem a segunda maior taxa do país com 122 mulheres para cada 100 mil nascimentos. Os dados foram divulgados pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

Segundo a OMS, cinco mulheres morrem por dia no Brasil vítimas da mortalidade materna em decorrência de complicações da gravidez, parto ou pós-parto. Em 2015 a taxa era de 62 mortes por 100 mil nascidos vivos, mas em 2016 voltou a avançar em 16 estados e a média nacional atingiu 64,4. Destaque para o Maranhão, um dos lugares onde mais mulheres morreram.

Entre as principais causas da mortalidade materna estão hipertensão, diabetes, infecções, que incluem doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), hemorragias e abortos provocados.

O médico obstetra e ginecologista Araquem Alves afirma que 90% dessas mortes poderiam ser evitadas se houvesse um gerenciamento do Sistema Único de Saúde (SUS). “Se nós tivéssemos pré-natal, um sistema funcionando adequadamente 90% dessa mortalidade poderia ser controlada. Então é número muito grande. Está havendo um mal gerenciamento do Sistema Único de Saúde. Não adianta você oferecer um pré-natal se você não consegue dar sequência porque depois do pré-natal vem o parto. Depois do parto vem o puerpério. Então é uma sequência”.

O especialista acrescenta também que fatores sociais e econômicos são determinantes para o elevado número de mortes. Ele pontua também que a pobreza, falta de saneamento básico e acesso difícil ao pré-natal e outros serviços de saúde fazem com que algumas mulheres não consigam se tratar a tempo e nem ter um ritmo de vida saudável.

“Melhorar a qualidade da pessoa que vai para o pré-natal também é muito importante. Eu tenho que dá alimentação para que ela não tenha carência alimentar, que ela não tenha anemia, que ela possa gerar uma criança saudável e sem uma consciência cidadã nenhuma meta é factível”, explica o médico obstetra e ginecologista Araquem Alves.

Mesmo com a divulgação da Organização Mundial da Saúde, a Secretaria de Estado da Saúde (SES) disse que está coletando os dados nos municípios maranhenses e que depois disso os números passarão por uma análise.

FONTE: G1 MARANHÃO

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