100 dias do segundo mandato de Flávio Dino.

Reeleito com quase 60% dos votos, o governador Flávio Dino fez poucas mudanças em sua equipe e garantiu ampla maioria na Assembléia Legislativa, bancadas na Câmara Federal e Senado Federal. Mas, ainda nos 100 primeiros dias, sendo 70 de atuação dos deputados e senadores, a base governista não anda satisfeita, notadamente a bancada estadual que não recebe emendas e nem prestígio para indicar posições no governo.

O aumento de ICMS de diversos produtos atingiu a classe empresarial e meteu a mão no bolso da classe média, desfavorecendo notadamente as mais baixas. Foi o terceiro aumento implantado desde que assumiu o governo pela primeira vez. Alguns hospitais foram fechados (Matões do Norte, por exemplo) e as clínicas de hemodialises permanecem no papel.

Na infraestrutura o governo ficou nu, com a camada de asfalto caindo e esfarelando com as chuvas desde março de forma mais intensa. Só na MA 315, que liga Barreirinhas a Paulino Neves, o governo gastou em vão R$ 11 milhões. Em menos de três meses de inaugurada, o asfalto virou Sonrisal. Pontes caíram, rodovias novas cederam e moradores ficaram ilhados.

Mais crítico que o asfalto diluindo, vidas indo embora. Dois em Imperatriz carregados pelas enchentes e uma em Davinópolis. Casas caindo, carros boiando, móveis arrastados, prejuízos incalculáveis. Enquanto isso…

… o governador Flávio Dino fazia propaganda enganosa de uma Maranhão que não existe. Vendeu fantasias distantes de uma realidade dura e triste. Dizer que fez uma revolução rodoviária em nosso estado é achar que somos todos otários e ele o único inteligente. Talvez, o mais esperto de todos.

Agora, o governo comunista foi descoberto com a mão no saco, ou no cofre. Investigação da Polícia Federal encerrou em fevereiro deste ano concluindo que houve desvio de recursos em obras de dragagens no Porto do Itaqui, o que pode levar o Governo Federal e retomar a gestão do porto.

Mas o governo maranhense vem sendo vendido pelas redes nacionais de TV e jornais como estado próspero, de excelente gestão, por preços que não estão custando menos de uns 20 milhões. Afinal, Flávio Dino precisa ficar conhecido como um ótimo governador, nem que seja só no sonho dos comunistas.

Por Luis Cardoso

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